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Sargento Gildson do GTO é submetido a exame de sanidade mental pela PM; militar, que está em liberdade, é réu por homicídio qualificado

Portal OESTADONET - 13/03/2019

O sargento PM Gildson Soares, que foi denunciado pelo Ministério Público pelo crime de homicídio qualificado pela morte da doméstica Sônia da Silva Viana, no dia 28 de junho de 2018, em Santarém, oeste do Pará, foi submetido no inicio deste mês de março a exame de sanidade mental por uma junta médica da Polícia Militar do Pará. Ele recebeu autorização do juiz da 3ª Vara Criminal da Comarca de Santarém, Gabriel Veloso, para viajar até Belém. Gildson, que atuava no Grupo Tático Operacional, do qual foi afastado, está em liberdade sob amparo de habeas corpus concedido pelo Tribunal de Justiça do Estado do Pará.

 

O exame de sanidade mental faz parte do Inquérito Policial Militar aberto pelo comando da PM, mas não tem relação com o processo penal instaurado em desfavor de Gildson. Além desse processo, o militar ainda responde por mais cinco tentativas de homicídio qualificado (artigo 121, parágrafo 2°, incisos II e IV, combinados com artigo 14, todos do Código Penal Brasileiro.  

 

A defesa do sargento Gildson Soares, apesar de intimada pelo juiz Gabriel Veloso, titular da 3ª Vara Criminal, não apresentou suas alegações finais da decisão de pronúncia. Caso os autos, que no momento estão sob vista do Ministério Público, retornem ao Juiz sem a resposta da defesa, as alegações deverão ser feitas pela Defensoria Pública do Estado do Pará.

 

O militar esteve preso de desde julho a dezembro de 2018 no Centro de Recuperação Cel. Anastácio Das Neves – Crecan, em Santa Izabel do Pará (cadeia especial para militares), após ter confessado que disparou 12 tiros em um veículo, no bairro do Santarenzinho, em 28 de junho de 2018. O incidente causou a morte da doméstica Sônia da Silva Viana, 40 anos e ferimentos em outras três pessoas que se encontravam no interior do veículo. 

 

Por decisão do Tribunal de Justiça, Gildson conseguiu um HC Liberatório. Ele permanece em liberdade, mas está proibido de portar arma e só poderá cumprir serviços administrativos, até o final do processo.


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