pms maio
Camarão no pão
Banpará

Caso Davi: Advogado alega contradições em depoimento de Arisson, levanta hipóteses de latrocínio e participação de terceira pessoa no crime

Weldon Luciano - 20/02/2019

Arisson Pedroso presta depoimento na delegacia de polícia de Santarém -

O advogado Waldir Fontes declarou que Arisson Pedroso, de 24 anos, principal suspeito de ter matado o jovem Davi Amaral, em seu depoimento  prestado à polícia e divulgado pela imprensa, após ter se apresentado espontaneamente à delegacia de polícia de Santarém, em companhia da mãe e uma tia, no final da manhã desta quarta-feira (20), apresenta várias contradições.

 

Segundo Valdir Fontes, advogado que atua no caso, além da homofobia, a vontade de se apossar dos pertences da vítima pode ter sido motivação para o crime e que há indícios da participação de uma terceira pessoa que pode estar sendo ocultada por Arisson.

 

“As informações repassadas para a imprensa não batem com o que foi apurado. A autoridade policial fez uma boa investigação, mas nós também fizemos uma investigação paralela. Fomos às ruas para verificar como os fatos realmente aconteceram. E temos muitos fatos a serem elucidados. Os acontecimentos do bar e os horários em que ocorreram não batem. Então, trabalhamos com a hipótese de que existe uma terceira pessoa. Até mesmo pela violência cometida e os demais fatos levam a crer que haja uma terceira pessoa envolvida no crime”.

 

Arisson declarou à Polícia Civil de Santarém e ao Portal de Notícias G1 Santarém que cometeu o crime motivado por raiva, partiu para a agressão sem falar nada e não deu chances de defesa à vítima. Davi teria paquerado ele enquanto estavam no bar, no bairro Livramento. Disse que foi Davi quem o chamou à mesa para conversarem, depois falou que ia embora e marcou um encontro no terreno baldio onde o jovem foi encontrado desacordado. "Ele conversou comigo, disse que estava a fim de mim. Mas eu disse que não estava disposto a curtir pessoas assim".

 

O advogado alega ainda que as imagens do bar apontam o contrário, de que Arisson se aproximou e teria sido rechaçado pela vítima, que sequer chegou a estabelecer um diálogo em que possa ter paquerado. Outro ponto questionado pelo advigado foi o fato de que Arisson sozinho não teria condições de atingir a vítima e golpeá-la com tamanha violência sem que alguém pudesse segurar Davi.

 

“Acreditamos que ele não esteja contando toda a verdade. Ele deu detalhes de uma história que pode não ser verídica. Até mesmo em contato com a família do autor do crime, percebemos que eles entendem e alegam que detalhes deste fato estejam sendo escondidos pelo Arisson para encobrir uma outra pessoa. Ele confessa que foi o autor das agressões ao Davi, mas ainda há muito o que ser investigado. Antes do crime e até o percurso do local em que Davi foi encontrado existia uma pessoa que tem muito a esclarecer sobre os fatos para confrontar com as provas e testemunhas que temos e a declaração que o Arisson tenha dado”, conclui o advogado. 


  • Imprimir
  • E-mail