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Fim das barragens e reaproveitamento de rejeitos podem ser alternativas para mineração em Oriximiná

Weldon Luciano - 09/02/2019

O fim do uso das barragens e o reaproveitamento de rejeitos podem ser alternativas para a atividade mineradora em Oriximiná. O tema foi levantado durante a realização da audiência pública realizada na sexta-feira, 8 de fevereiro, que reuniu representantes do poder público, da empresa Mineração Rio do Norte (MRN) e a sociedade civil organizada para tratar sobre a segurança das barragens e potenciais riscos em caso de acidentes. 

 

De acordo com o vereador Francisco Florenzano que participou do evento, alternativas já propostas pelos pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Em uma rede social o parlamentar sugeriu a adoção destas medidas.

 

"Minha única proposta à Mineradora foi encerrar, definitivamente,  o uso de barragens, quer à montante, à jusante ou linha central, e destinar o rejeito acumulado para a fabricar artefatos para a construção civil, tais como tijolos, cerâmica, blocos, blocretes, concreto para pavimentação e até pigmentos para pintura". 

 

Segundo Francisco, a UFMG Núcleo de Pedro Leopoldo já faz defende financiamento contínuo das pesquisas, para que tecnologias como as desenvolvidas no Laboratório de Geotecnologias e Geomateriais, do Centro de Produção Sustentável possam integrar o processo de economia circular na área da mineração. 

 

Segundo os estudos na área , o conceito de aproveitamento total de rejeitos já é adotado em vários países, como a China, que tem como meta aproveitar 22% de seu volume de rejeito mineral até 2022.

As medidas poderiam ser viáveis para a atividade mineradora no Pará.

 

A adoção de plantas industriais que destinem os rejeitos de uma mineradora para que sejam os insumos da próxima podem zerar o saldo das emissões sejam zero, ou muito próximo disso.



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