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Arborização de Santarém é marcada por espécies exóticas e poucas árvores regionais

Weldon Luciano - 01/02/2019

Neem vem sendo plantado sistematicamente na última década em Santarém e já é a terceira espécie florestal encontrada em vias urbanas da cidade -

Uma das características da arborização e Santarém, observadas pelos pesquisadores da Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA) é a presença de diversas espécies exóticas, ou seja, que não são originais da região, enquanto as espécies nativas se apresentam em menor número. Foram identificados 2.681 indivíduos de 94 tipos, sendo a mangueira a espécies mais encontrada com mais de 600 pés plantados nas vias, calçadas e praças dos lugares avaliados. Ironicamente, apesar de ser muito comum na região, a Mangueira é originária da Índia, assim como Nim, que também aparece na tipo da lista.

 

“Espécies exóticas são muito comuns na arborização do Brasil inteiro. São espécies que não fazem parte da flora local mais que se estão presentes em vários lugares. Encontramos mais de 600 indivíduos de mangueira em 10 bairros, assim como Nim. Apesar de serem muito comuns elas são originárias da Índia, mas que foram introduzidas aqui, mas temos espécies de Ipês que já são das américas, entre eles o Rosa, o Roxo e o Amarelo” explica Everton Almeida, coordenador do Projeto Floresta Urbana.  

 

 

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De acordo com o ranking, as arvores mais abundantes são: mangueira (664), Oiti (406), Nim (328), Ipê (262), Ficus (208), Jambeiro (172), Cuiera (67), Goiabeira (57), Castanhola ou Chapéu-de-sol (57).

 

A equipe ressalta que os estudos devem apontar quais espécies naturais da região serão plantadas respeitando as normas de arborização urbana. Mais de 3 mil delas devem ser inseridas nos próximos anos. “A gente pretende resgate da flora local, que tenham características que permitam elas serem plantadas no meio urbano”, conclui Everton.

 

Diagnóstico em Santarém

 

Santarém está com o grau de arborização acima da meta mínima nacional apresentada, mas ainda está longe da meta considerada como ideal. Para a Organização Mundial da Saúde (OMS) a meta é de 12 m² para cada habitante e para a Sociedade Brasileira de Arborização Urbana (SBAU) são necessários 15 m². Atualmente, o município apresenta a marca de 17 m² para cada habitante, sendo que o ideal é 83 m².

 

Segundo os estudos decorrentes do Projeto Floresta Urbana, foram identificadas 2.681 árvores e os bairros Santa Clara (649 unidades) e Aparecida (581 unidades) são os que possuem as maiores quantidades de árvores dos 10 logradouros centrais estudados pela Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA). Liberdade (272), Aldeia (264), Salé (189), Jardim Santarém (173), Laguinho (165), Mapiri (148), Fátima (121) e Centro (119) completam a lista.

 


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