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Aveiro, Curuá, Faro e Trairão ainda não tiveram preenchimento de vagas no Programa Mais Médicos

Weldon Luciano - 27/11/2018

Dayane Lima, secretária de saúde e Inocêncio Silva, médico recém formado pela UEPA e inscrito no Mais Médicos -

Seis municípios do Pará ainda não tiveram preenchimento de vagas no Programa Mais Médicos. Aveiro, Curuá, Faro e Trairão, localizados na região oeste estão na lista daqueles que necessitam preencher os postos de trabalho até o dia 7 de dezembro, de acordo com o edital. São 70 vagas destinadas para os municípios da região e até o momento 55 delas foram preenchidas.

 

Em todo Estado, 431 médicos sinalizaram disposição para trabalhar em pelo menos um dos 122 municípios do estado pelo Programa Mais Médicos. De acordo com a Comissão Estadual do Programa Mais Médicos, isso representa cerca de 84% das vagas deixadas pelos profissionais vindo de Cuba.

 

Santarém atinge número de inscritos, mas há desistências

 

Com a saída dos médicos cubanos, Santarém abriu 17 vagas. De 17 inscritos, 15 deles confirmaram que vão atuar no programa, mas 2 desistiram ao saber que iriam para as comunidades de Vila Socorro e Vila Curuai, localizadas no interior do município e a Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) já comunicou o Ministério da Saúde. Os que já preencheram as vagas devem iniciar os trabalhos na segunda-feira, 3 de dezembro. De acordo com o que apurou a reportagem, prioritariamente homens devem ser encaminhados para as unidades do interior e as mulheres devem ser realocadas nas unidades urbanas.

 

Para a secretária Dayane Lima, a maior dificuldade é encontrar substitutos para os cubanos em comunidades ribeirinhas, como Vila Socorro e Curuai. “São comunidades que possuem energia elétrica, internet e acesso de transporte via fluvial e são ótimas para morar, viver e trabalhar. Comunicamos ao ministério as desistências e vamos aguardar que sejam encaminhados outros dois médicos até o dia 7 de dezembro. Os que já estão lotam iniciam dia 3 de dezembro”.

 

Semsa e ministério da saúde ainda buscam alternativas para evitar qur as comunidades que por ventura não tiverem as vagas preenchidas. Ações de saúde devem ser realizadas para suprir a ausência de profissionais. “Nossa expectativa é de que preencha, mas caso isso não seja possível já temos um cronograma de ações a serem desenvolvidas nas regiões ribeirinhas e a gente vai começar a partir de janeiro”, conclui Dayane Lima.

 

Um dos candidatos que preencheram a vaga é o recém-formado pela Universidade Estadual do Pará, Innocêncio Silva. Atuando ainda como generalista, ele se diz empolgado com esta nova fase. “É uma oportunidade muito boa que recebo após minha formatura e espero, assim como os demais colegas, ajudar da melhor forma possível as populações mais carentes. A secretaria está cuidando da lotação e ainda essa semana a gente saberá o local de atendimento”, diz o médico.   

 

 


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