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De 99 casos notificados de sarampo, apenas 5 foram confirmados em Santarém este ano

Weldon Luciano - 06/11/2018

Fabiano Marques, do Ministério da Saúde, revelou dados sobre casos de sarampo em Santarém e no estado do Pará -

O Ministério da Saúde confirmou nesta terça-feira(6), que dos 99 casos notificados com suspeita de sarampo, 5 estão confirmados em 2018, deixando Santarém como o terceiro município que registrou maior incidência. Ainda de acordo com o relatório, 3 deles ocorreram só no mês de outubro. Belém lidera o ranking com 9 casos e Juruti vem em seguida com 6 casos. Alenquer, Aveiro e Itaituba tiveram 1 caso cada. O Pará registrou 23 casos no total.  

Segundo o coordenador geral de doenças transmissíveis do Ministério da Saúde, Fabiano Marques, a situação do município e da região do Baixo Amazonas é preocupante e precisa de atenção devido a possibilidade de que ocorre a outros casos. “A situação chama atenção. As coberturas vacinais de rotina estão baixas tanto da primeira quanto da segunda dose e isso gera um bolsão que pode levar a um grande surto. A recomendação do ministério neste momento é atingir altas e homogêneas coberturas vacinais tanto de D1 quanto D2. É preciso ter uma vigilância atenta e as ações de bloqueio precisam ser feitas oportunamente para evitar a disseminação de novos casos” 

De acordo com o estudo do Ministério da Saúde, os casos da regional de Santarém não tem vínculo comprovado com Belém. “Alguns ainda não conseguimos descobrir aonde essa pessoa pode ter adoecido, mas a maioria dos casos tem vínculo com o município de Manaus, no estado do Amazonas. Existem pessoas que foram para Manaus e voltaram doentes”, diz Fabiano. 

Para o representante do Ministério da Saúde, independente da origem dos casos é preciso rever a política de vacinação e de que forma elas estão sendo aplicadas na região para evitar novos surtos. “Não importa de onde esteja vindo, seja Belém, Manaus ou Venezuela. Se as nossas coberturas estivessem altas e homogêneas não teríamos grandes surtos. Temos registrado quedas em coberturas vacinais. A gente precisa voltar a discutir as metas das coberturas vacinais e buscar atingir essas metas para evitar surtos de doenças que já foram erradicadas no Brasil, como o caso do Sarampo, Rubéola e Poliomielite”, conclui.


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