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Em 2017, movimentação portuária arrecadou R$ 1,7 milhão em impostos para Santarém

Weldon Luciano - 04/09/2018

A movimentação portuária em Santarém, oeste do Pará gerou uma arrecadação de aproximadamente R$ 1,7 milhão de Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISSQN). A informação foi divulgada pelo prefeito municipal, Nélio Aguiar, durante um seminário realizado na Universidade Federal do oeste do Pará (UFOPA), que reuniu representantes do setor produtivo e acadêmicos para debater perspectivas econômicas e sociais dos portos no município.  

Ainda segundo o relatório apresentado pelo gestor municipal com base em dados da Companhia Docas do Pará (CDP), o ano de 2017 também apresentou outros números considerados positivos. Ao todo, passaram pelo porto 3,9 milhões de toneladas de grãos, mais de 100 mil litros de combustível e 306 mil toneladas de fertilizantes, gerando 1.837 empregos diretos e indiretos.

De acordo com o prefeito, Santarém tem um potencial extraordinário para a atividade e neste contexto tem sido analisado alternativas de crescimento. “A atividade portuária tem gerado emprego e renda e o poder público tem ficado atento para este setor visando sempre o que determina a legislação portuária e buscando alternativas para que o desenvolvimento não seja prejudicado”.

Para a Associação Comercial e Empresarial de Santarém (ACES), o município precisa consolidar este potencial com a implantação de grandes projetos, entre eles os portos do Maicá. Localizado no meio do caminho entre as cidades de Belém e Manaus, Santarém é o maior polo econômico e cultural da região, servido também como importante corredor de exportação de produtos vindos da BR-163 e da BR230 (Transamazônica).

De acordo com Roberto Branco, presidente da ACES, o evento serviu para ampliar os conhecimentos sobre o assunto e traçar metas para o setor. “Vejo que é um assunto que interessa a todos e a comunidade acadêmica está se voltando para as questões da sociedade, entre elas aquelas que visam a geração de empregos e renda. É importante resolvermos as questões que envolvem a economia e o desenvolvimento com diálogo. Hoje Santarém vive um momento histórico e não devemos deixar esta oportunidade passar. Temos que ser competitivos e produzir com qualidade, no campo do agronegócio botar produtos de qualidade a preços acessíveis para inviabilizar a concorrência externa.  Manter bons portos e boa infraestrutura significa manter-se vivo no mercado. ”, conclui Roberto Branco


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