Verão julho

Tablado e lanchas prejudicam continuidade das obras do cais

Portal OESTADONET - 01/05/2018

Créditos: Não remoção do tablado no início do ano atrasou as obras de reconstrução do cais de arrimo de Santarém

A continuidade das obras de contenção no cais de arrimo de Santarém estão prejudicadas por conta de dois fatores: a permanência da Feira do Tablado, em frente ao Mercadão 2000, e a atracação de lanchas ao longo da orla. A previsão era que toda sondagem, base e pilares tivessem sido feitos antes da cheia. No entanto, os operários trabalham apenas em fincar as estruturas com jato de concreto.

No início deste mês, durante visita de técnicos da Secretaria Nacional de Defesa Civil a Santarém, a Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminfra) havia anunciado que 30% das obras já haviam sido executadas. De acordo com o titular da pasta, o engenheiro Daniel Simões, o contrato de mais de R$ 72 milhões, recurso oriundo do Governo Federal, via Ministério da Integração Nacional, é dividido em três partes: a primeira é a construção do muro de contenção; a segunda é a construção de seis píeres e a terceira é a execução das casas de bomba, que teoricamente, iniciará quando o nível do Rio Tapajós baixar.

Entretanto, a presença de duas estruturas ao longo da orla dificulta a concretização da primeira e, talvez, mais importante etapa. A Seminfra informou que a empresa está tomando as medidas necessárias, por meio de diques (contenção) e montagem das fundações. Segundo a Secretaria, 52% das fundações já foram executadas.

Vendedores e donos de lanchas desafiam o Município

 A continuidade das atividades do tablado, bem como a presença de lanchas no local de obras desafia o Poder Público. Vendedores do tablado já foram notificados e desafiam até uma Ação Civil Pública do Ministério Público Estadual, que determina ao Município a retirada dos comerciantes e o fechamento das atividades.

Há, também, uma queda de braço envolvendo os donos de lanchas, que fazem o transporte intermunicipal. Até um motim, liderado pelo empresário Erlon Rocha, já foi realizado, por conta da posição necessária do Município em retirá-los onde se encontram para que a obra não seja prejudicada.




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