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Meio século(parte 2)

23/09/2013

No texto anterior, pontuei algumas constatações as quais um cinquentário pode chegar, levando em conta sua trajetória no mundo e com as outras pessoas com as quais teve a oportunidade de conviver. Hoje prossigo nesta reflexão, declarando meu agradecimento a Deus por todas as coisas boas e ruins que vivi, porque em todas elas sempre estão presentes as possibilidades de aprendizagem. E como escolhi ensinar, sou movido pela vontade de aprender. Quanto mais aprendo, mas tenho o que ensinar, e mais me fortaleço na responsabilidade de servir.

Todavia, ao longo de nossa existência, temos que constantemente fazer escolhas. E neste campo, o da aprendizagem, não é diferente: Podemos aprender a ser honestos, e aprender a ser corruptos.

Podemos aprender a ser humildes, a aprender a ser arrogantes. Podemos aprender a respeitar as diferenças, ou aprender a impor nossas opiniões. Podemos aprender a amar, indistintamente, como o Mestre Jesus proclamou, ou represar este nobre sentimento, para que seja irradiado apenas entre aqueles dos quais esperamos algum retorno.

Mas digo de coração e alma, que a maior conquista destes cinquenta anos, tem sido a maior compreensão da brevidade da existência diante da eternidade que os sentimentos podem ter. E que é mais interessante construir pontes do que abismos, é mais gratificante compartilhar do que querer se apropriar egoisticamente de coisas que não nos pertencem. Afinal, o corpo e tudo o que é material como ele, se deteriora e se acaba. O que então vale a pena? No próximo texto, trato desta questão.


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