Violência interno
Pro refis

Sobre o “aniversário” de Santarém (parte 2)

20/06/2013

22 de junho de 1661 é a data mais antiga segundo os registros de cronistas e documentos oficiais, em que se encontram referências ao que hoje conhecemos como cidade, município, ou simplesmente Santarém. O que temos hoje é a continuidade do que foi desde que o primeiro ser humano aqui se estabeleceu. Mas o problema é que não se sabe quem foi nem quando este primeiro ser humano resolveu fixar morada nas cercanias deste rio que nos encanta com águas límpidas e praias brancas que se expõem na estação menos chuvosa.

Considerando que em 1661 tivemos a fundação da Aldeia dos Tapajó, em 1757 a Vila de Santarém, e em 1847 a cidade de Santarém, a rigor, permanece a polêmica e prevalece mesmo a convenção e, de certa forma, o poder impositivo de quem teve maior prestigio ou melhor se documentou para fazer a defesa do 22 de junho, encerrando o ciclo de festejos que ocorria em 24 de outubro. Neste caso específico, difícil contestar a Lei e a autoridade moral das pessoas que fizeram a mudança.

Eu particularmente penso que o problema maior tem sido o esquecimento das outras datas, especialmente a segunda, como se o 22 de junho fosse suficiente para demarcar a nossa história. Tão importante quanto a fundação da aldeia, foi a passagem para vila e para a categoria de cidade. O primeiro marco foi religioso, o segundo político, e o terceiro uma mescla dos dois e também já com a força do crescimento econômicos. Portanto, todos merecem ser lembrados e valorizados.

gov352anos


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