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Pré-candidato ao governo, Paulo Rocha diz que PT vai pro embate com PSDB e MDB no Pará

Miguel Oliveira, editor de OESTADONET - 26/05/2018

Créditos: Senador Paulo Rocha veio a Santar�m lan�ar sua pre-candidatura ao governo do Estado.

O senador Paulo Rocha(PT) anunciou sexta-feira(25), em Santarém, que sua candidatura ao governo do estado vai promover o debate político com partidos adversários a quem acusa de terem articulado a queda da presidente Dilma Rousseff.

Rocha afirmou que o PSDB, no Pará, "só governa para os ricos" e o MDB "traiu a democracia, quebrou a aliança que elegeu um governo popular e avançou contra os direitos trabalhistas", o que afasta o PT dessa polarização no estado do Pará entre tucanos e emedebistas.

O senador petista afirmou não temer a incompreensão do eleitorado ao discurso de confronto com o MDB, partido ao qual o PT se coligou em 2014, o que permitiu sua eleição para o Senado." Nós fomos fiéis à nossa aliança com o MDB. Aqui mesmo no Baixo-Amazonas houve reação ao acordo com o MDB, mas nós mantivemos a aliança eleitoral que, para as próximas eleições, é inviável devido ao quadro político nacional", afirmou.

" Em 2014 o que estava em jogo era a reeleição de Dilma. Por isso, no Pará, nós recuamos de uma candidatura ao governo e optamos pelo Senado", completou o senador.

Rocha, no entanto, não foi convincente nas respostas às perguntas sobre o fato do PT para as próximas eleições, estar aliado ao MDB em vários estados, entre os quais o Ceará e Alagoas." Não fomos nós que os procuramos. Fomos procurados. Há pessoas do MDB que se posicionaram contra o "golpe" e com essas pessoas pode haver composição local", justificou.

Ainda se referindo ao MDB, Rocha deu o tom de como será a campanha eleitoral. "Não acreditamos em caciquismo ou em salvador da pátria" - referindo-se à família Barbalho que controla o MDB, até então aliada ao PT no estado. 

O senador petista prometeu travar um debate político de alto nível com os adversários. " Não vou fazer o debate político pessoal, não vou atacar as pessoas".

Campanha ao governo e Senado

Paulo Rocha anunciou que o programa de um eventual governo petista no Pará será elaborado a partir das propostas que serão apresentadas pela população durante encontros que serão realizados em todas as regiões do estado.

O pré-candidato petista enfatizou que, embora esteja conversando com alguns partidos em busca da formação de uma frente de esquerda, dificilmente o PT abrirá mão de uma candidatura própria ao governo. Rocha não quis comentar o lançamento da candidatura de Fernando Carneiro ao governo pelo PSol.

Sobre as candidaturas ao Senado, Rocha avaliou que com a desistência de Simão Jatene e a provável candidatura de Jader Barbalho à Câmara Federal, tanto José Geraldo (PT) quanto Flexão Ribeiro(PSDB) podem se beneficiar de uma estratégia a ser adotada em busca do "segundo voto", pois ambos têm atuação na maioria dos municípios paraenses, ao contrário de Úrsula Vidal, do PSol, com eleitorado concentrado em Belém.


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