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Memória Amazônica: Empreiteira sem Lava-Jato, há 30 anos

Lúcio Flávio Pinto - 25/05/2018

Créditos: VISITA DOS ENGENHEIROS ? BR 319 EM 1970. M?quinas de terraplenagem em atividades.

Em 1968, oito motoscrapers como esta passaram pelo porto de Belém, onde seriam montadas. Seguiriam depois para Manaus e Porto Velho, em Rondônia. Integrariam a frota de máquinas pesadas usadas pela Andrade Gutierrez na construção da estrada Manaus-Porto Velho.

Por anteceder a  Transamazônica, a história dessa rodovia é pouco conhecida. Mas é tão ou mais impressionante. O eixo da estrada foi aberto em paralelo ao leito do rio Madeira, o maior afluente do Amazonas, inteiramente navegável nesse trecho, com mil quilômetros de extensão. Na época das cheias, o rio transborda e inunda a rodovia, que também é atingida por chuvas pesadas.

Ao contrário da Transamazônica, que continua com revestimento primário, a BR-319 foi asfaltada desde o início. Mas para ao asfalto se consolidar em meio às águas, foi preciso cobrir cada trecho concluído com extensas lonas plásticas, por até seis quilômetros.

As pedras usadas no asfaltamento eram trazidas de até 600 quilômetros a bordo de aviões DC-3. Não havia pedreiras por perto.

O custo disso tudo, ninguém sabe ao certo. Ainda não havia Operação Lava-Jato nessa época. Mas já havia empreiteiras poderosas, como a Andrade Gutierrez, do cartel das 13 “irmãs”, o clube das saqueadoras da Petrobrás, sob as bênçãos do PT.


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