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CRM ainda não concluiu o processo que pode cassar registro do médico Álvaro Cardoso, que cumpre pena de prisão por crimes de estupro e pedofilia

Portal OESTADONET - 10/05/2018

Créditos: Médico Álvaro Cardoso está cumprindo pena de prisão no Centro de Recuperação do Coqueiro, em Belém. Foto: Arquivo.

O Conselho Regional Medicina do Pará (CRM-PA) ainda não tem prazo para concluir o processo de investigação da conduta do médico Álvaro Cardoso, condenado no dia 25 de outubro de 2017 a 22 anos de reclusão pelos crimes de estupro de vulnerável e pedofilia, juntamente com Odete Fritz e Darliane dos Santos, condenadas a 14 anos de prisão, todas as penas a serem cumpridas em regime fechado.

Segundo a assessoria de imprensa do CRM-PA, o processo foi iniciado tão logo as denúncias contra o médico foram divulgadas pela imprensa, no ano passado, tramita em sigilo e não tem prazo para ser concluído. O Portal OESTADONET não conseguiu informações sobre depoimentos de testemunhas nem sobre as peças que compõe o procedimento.

Alvaro, Odete  Darliane foram presos no dia 5 de julho deste ano, por ocasião da operação Anjo da Guarda, desencadeada pela Delegacia da Mulher, Ministério Público e Polícia Civil, que comprovou a existência de um esquema de abuso sexual de menores em Santarém.

Os menores -  uma menina de três anos e uma bebê de três meses de idade -. foram abusados sexualmente pelo médico e pelas duas mulheres, que marcavam encontro em motel usando aplicativo de celulares. O médico também colecionava filmes pornôs em seus equipamentos de informática e telefonia.

Alvaro Cardoso cumpre prisão preventiva no Centro de Recuperação do Coqueiro, em Belém, e Odete e Derliane estão na penitenciária feminina de Cucurunã, em Santarém.

 


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