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ANTT é orientada a realizar audiências públicas nas áreas afetadas pela Ferrogrão

Portal OESTADONET - 27/04/2018

Créditos: Senador Paulo Rocha(PT-PA). Foto: Arquivo/Senado Federal

Conflitos de interesses de indígenas dificultam as tratativas para implantação da ferrovia Ferrogrão. Em audiência pública realizada na Comissão de Direitos Humanos da Câmara Federal, com a presença de autoridades políticas, lideranças indígenas e diretores da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), foram discutidos e avaliados os impactos da implantação da Ferrovia, na região amazônica, para o escoamento da produção agrícola produzida no estado do Mato Grosso, na Região Centro-Oeste do Brasil. A Estrada de Ferro - 170, também chamada de Ferrogrão, foi qualificada no Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), do Governo Federal, em setembro de 2016, na 1ª Reunião do Conselho do PPI.

O projeto pretende consolidar novo corredor ferroviário de exportação do Brasil pelo Arco Norte. A ferrovia terá 933 km de extensão, conectando a principal região produtora de grãos do país, o Centro-Oeste, ao estado do Pará, chegando ao porto de Miritituba, distrito do município de Itaituba. De acordo com o projeto, a ferrovia deve passar, também, pelo município de Rurópolis, na mesorregião do Baixo Amazonas do Pará. 

A previsão é estender a ferrovia entre Sinop e Lucas do Rio Verde, ambas cidades do estado do Mato Grosso, com 177 km de extensão. De acordo com a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), a ferrovia terá uma capacidade instalada de 58 milhões de toneladas. A estimativa é que a produção de grãos, principalmente a soja, no Mato Grosso aumente em mais de 55% entre 2021 e 2050.

Após a audiência pública, em reunião, mediada pelo senador Paulo Rocha (PT), com representantes de tribos indígenas do Pará e diretores da ANTT foi apresentada a proposta de que a Agência volte a região e seja responsável em promover debates e audiências públicas com os atores diretamente envolvidos: indígenas, prefeituras, câmaras de vereadores e a sociedade civil organizada.  Para o senador é preciso aprofundar os estudos sobre a implantação da ferrovia, por conta da existência de reservas indígenas, florestais e até uma reserva militar, a Serra do Cachimbo.


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