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Morre Denise Schaan, a arqueóloga que ajudou a redescobrir a antiga Santarém

Portal OESTADONET - 12/03/2018

Créditos: Denise Schaan, pesquisadora da Universidade Federal do Pará, falecida no último dia 3 de março.

Um artigo de Reinaldo José Lopes, publicado no Blog da Folha de São Paulo, faz uma merecida homenagem à arqueóloga e pesquisadora Denise Pahl Schaan, falecida recentemente, em Belém.

Escreveu Reinaldo que " raros são os que contribuíram tanto quanto a arqueóloga gaúcha Denise Pahl Schaan, da UFPA (Universidade Federal do Pará). Schaan tinha apenas 56 anos quando morreu no último dia 3 de março. Ela sofria de esclerose lateral amiotrófica, uma doença degenerativa que afeta os neurônios que controlam os movimentos, tal como a que acomete o físico britânico Stephen Hawking".

SANTARÉM

A atual cidade do interior do Pará, na região do rio Tapajós, já foi considerada a grande candidata a núcleo “imperial” da Amazônia pré-histórica tardia, graças à sua população relativamente enorme (talvez dezenas de milhares de pessoas) e, de novo, à arte requintada.

Análises recentes coordenadas por Denise Schaan, porém, mostraram que havia vários outros núcleos populacionais com produção artística semelhante nas vizinhanças de Santarém, o que sugeriria um conjunto de núcleos aliados com cultura compartilhada, e não um grande centro imperial que exportaria sua cultura Amazônia afora.
A pesquisadora deixa seu marido, um filho e uma filha, além de uma contribuição imensa em conhecimento. Quase todos os principais núcleos populacionais da Amazônia brasileira antes da invasão europeia foram estudados por ela.


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