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Jatene diz que só deixa governo se Zequinha Marinho também se afastar

Miguel Oliveira, Editor do Portal OESTADONET - 12/03/2018

Créditos: Simão Jatene reafirma candidatura do deputado Márcio Miranda(DEM) ao governo do estado. Foto: OESTADONET

O governador do Pará Simão Jatene(PSDB) deve permanecer até o final do mandato caso seu vice, Zequinha Marinho(PSC) não se afaste do governo junto com ele, para permitir que ambos disputem as eleições legislativas, abrindo caminho para que o presidente da Assembleia Legislativa do Estado, deputado Márcio Miranda (DEM), assuma o restante do mandato e concorra à reeleição.
Essa foi a proposta que Jatene apresentou formalmente a Marinho, durante conversa entre ambos, na semana passada, em Belém. Jatene, que pretende disputar o Senado, propôs que Marinho também se afaste no dia 7 de abril, mas o vice-governador pediu tempo para responder à proposta.
" Só serei candidato se o Márcio Miranda assumir o governo para concorrer à minha sucessão. Caso contrário, fico até o final do mandato", explicou Jatene ao Portal OESTADONET, durante visita à  Santarém, no último sábado (10).

Perguntado por que impunha tal condição, o governador argumentou: "Miranda é o único nome em condições de completar o restante do meu mandato e continuar o trabalho que o PSDB vem desenvolvendo no estado".
Mas o plano de Marinho é assumir o governo se Jatene renunciar ao mandato e disputar a reeleição, ou concorrer ao Senado mesmo que o tucano permaneça no governo. Para isso, o vice-governador paraense vem mantendo conversas com o pré-candidato do PMDB ao governo, Helder Barbalho, ministro da Integração Nacional e adversário ferrenho dos tucanos no Pará.
PT muda rumo - Também no final de semana, o PT paraense decidiu romper uma aliança que mantinha com o PMDB no estado há três eleições, ao decidir pelo lançamento de candidatura própria ao governo do estado. O nome escolhido é do senador Paulo Rocha, que foi eleito em coligação com o PMDB nas eleições de 2014.
Divergindo da orientação do ex-presidente Lula - para que o PT mantenha aliança com o PMDB nos estados para ampliar o palanque da chapa presidencial - , durante encontro estadual do partido, em Belém, Rocha fez questão de enfatizar que a candidatura dele "é uma alternativa à falsa polarização entre o PMDB e PSDB no Estado, porque no plano federal esses dois partidos se unem para massacrar, ferrar o povo, aprovando medidas como a reforma trabalhista".
Paulo Rocha disse que o povo do Pará não aguenta mais viver num estado rico e não ter oportunidade de felicidade e dignidade. Afirmou que o PT e partidos de esquerda têm condições de enfrentar os problemas do Estado.
"Vamos fazer o enfrentamento contra os golpistas que traíram os trabalhadores e contra aqueles que aumentaram a desigualdade regional no Pará", avisou. (Colaborou, Carlos Mendes)


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