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Ministro da Saúde vai encontrar fila no serviço de hemodiálise ao visitar Santarém, nesta quarta-feira

Portal OESTADONET - 31/01/2018

Créditos: Equipamento de hemodiálise. Foto: Arquivo

O ministro da Saúde Ricardo Barros vai tomar conhecimento que o serviço de hemodiálise em Santarém, que é oferecido no Hospital Regional da Sespa e no Hospital Municipal, não é suficiente para atender a demanda local e regional. Segundo o secretário de Saúde, Victor Mateus, até pacientes de Macapá estão sendo atendidos em Santarém. “Temos que reconhecer que ainda temos fila, apesar dos esforços do estado e da prefeitura. As máquinas que atendem aos pacientes renais crônicos estão à exaustão, funcionando cerca de 21 horas por dia, o que não é recomendável”, revelou o titular a Sespa com exclusividade  ao Portal OESTADONET.

Ricardo Barros chega a Santarém, na tarde desta quarta-feira(31 )para realizar visita técnica nas dependências do Hospital Regional da Sespa, no Hospital Municipal (HMS) e nas obras do Hospital Materno Infantil. O ministro será recepcionado e acompanhado durante as visitas pelo prefeito Nélio Aguiar e pelo secretário de saúde Vitor Mateus.

Para tentar minimizar essa insuficiência de máquinas de hemodiálise, o governador Simão Jatene determinou a Secretaria de Estado de Saúde repasse recursos ordem de R$ 10 milhões para a administradora do HRBA aumentar em 40 máquinas o número dos equipamentos em funcionamento em Santarém.  “No próximo mês estaremos em Santarém para assinar o termo aditivo para dar andamento às obras e compra das máquinas para diminuir a fila de pessoas renais crônicos que precisam desse tipo de tratamento. Hoje já temos até o quarto turno, as maquinas rodando até 1 hora da manhã”, afirmou Victor Mateus.

O secretário estadual de saúde observa que não deve ser encarado como ultima alternativa para tratamento de renais crônicos apenas a instalação de mais equipamentos de filtragem do sangue. “ Nós temos é que evitar que esse paciente chegue ao estágio de precisar de uma máquina. Lá atrás, temos que combater o diabetes e a hipertensão, doenças que originam a insuficiência renal futura. De nada adiantaria aumentar máquinas se o numero de pacientes aumenta muito mais, nunca chegaremos a resolver esse problema se não adotarmos medidas que evitem ou diminuam o aparececimento de doenças renais”, ressaltou Victor Mateus.


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