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Liberação de licenças ambientais para segundo linhão de energia até Santarém depende de consulta a quilombolas

Miguel Oliveira, editor - 15/12/2017

Créditos: O segundo linhão da Eletronorte será implantado para aumentar a capacidade de oferta de energia para Santarém, que sofre com constantes apagões e oscilações de carga, uma vez que o linhão de 123 Kv, de Rurópolis até o município está esgotado.

A construção do segundo linhão da Eletronorte que passará por Uruará, com destino a Santarém, a cargo da Equatorial Transmissões, que venceu o leilão promovido pela Eletrobras, em abril deste ano, não tem data prevista para iniciar. Após ter assinado o contrato de concessão, no final de julho, a Equatorial Transmissões requereu licenças prévias e de instalação para obras de sistema de transmissão de 436 quilômetros, com capacidade de 230 Kv de Altamira até Santarém e subestações Ruropolis e Tapajós. Os processos de licenciamento estão sendo analisados pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade(Semas).

O segundo linhão da Eletronorte será implantado para aumentar a capacidade de oferta de energia para Santarém, que sofre com constantes apagões e oscilações de carga, uma vez que o linhão de 123 Kv, de Rurópolis até o município está esgotado. Esta semana, em Brasília, o prefeito de Santarém, Nélio Aguiar, o presidente da ACES, Roberto Branco, parlamentares e secretários estaduais, estiveram no ministério de Minas e Energia para reivindicar que, enquanto o segundo linhão não ficar pronto, que o Operador Nacional do Setor Elétrico(ONS) autorize o funcionamento da usina termelétrica da Celpa, instalada no Cambuquira.

A Equatorial Transmissões pretendia começar as obras do segundo linhão em fevereiro de 2018, mas essa previsão não vai se confirmar porque o processo de licenciamento ambiental deve demorar. Segundo a Semas, consultas prévias livres e informadas serão conduzidas pela Fundação Cultural Palmares, pois há quilombos às proximidades do traçado.

A Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade informou ao Portal OESTADONET que técnicos da secretaria já realizaram vistoria e prosseguem com análise do processo. Como a equipe da Semas ainda avalia a documentação, ainda é não possível saber se o empreendedor precisará complementar ou não as informações apresentadas no termo de referência.

Neste final de semana, uma empreiteira contratada pela Equatorial Transmissões concluiu o serviço de topografia no terreno onde será construída a subestação Tapajós, na comunidade Boa Fé, em Mojuí dos Campos, iniciado em setembro passado.

Assim que as licenças forem liberadas pela Semas, as obras da subestação começarão imediatamente, bem como a instalação de torres no traçado de 22 quilômetros com faixa de 40 metros no território de Mojuí dos Campos.

Segundo o prefeito Jailson Alves, a obra da subestação vai contratar cerca de 1.500 trabalhadores, sendo que dessas vagas, 60 por cento serão reservadas à mão-de-obra local.


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