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Reforço de termelétrica no suprimento de energia para Santarém só será decidido no próximo ano

Portal OESTADONET, com informações da Agência Pará e Agência Santarém de Notícas - 13/12/2017

Créditos: Em Brasília, o prefeito de Santarém Nélio Aguiar e o presidente da Aces, Roberto Branco, buscaram apoio de ministros de Minas e Energia, e Integração Nacional, para resolver parcialmente a crise de oscilação de emergia até a conclusão do segundo linhão. F

O secretário-executivo do Ministério de Minas e Energia, Paulo Pedrosa anunciou que no dia 4 de janeiro, já na primeira reunião do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE), o problema de Santarém será objeto de pauta, inclusive com a proposta de entrada em operação das UTEs no menor espaço de tempo possível.

Em Brasília, o prefeito Nélio, acompanhado pelo presidente da Associação Comercial e Empresarial de Santarém (Aces) Roberto Branco e o presidente da Celpa, Nonato Castro, participou de uma audiência com o ministro de Minas e Energia, Fernando Bezerra e com o ministro da Integração Nacional, Helder Barbalho, na qual foram apresentados os problemas que Santarém tem enfrentado com o fornecimento de energia elétrica.

A equipe solicitou ao ministro a autorização para uso da Usina Termoelétrica no Município, ( até a conclusão da obra do linhão)com a finalidade de reforçar a carga de energia, equilibrando o sistema, garantindo qualidade no fornecimento e evitando oscilações constantes. O ministro Bezerra se comprometeu em consultar o ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico), e se obtiver resposta positiva, vai autorizar a suplementação de energia no Município de Santarém.

Em reunião com grupo de parlamentares paraenses e representantes do governo do estado, Pedrosa descartou a entrada imediata em operação das UTEs. Segundo ele, medições feitas anteriormente “demonstraram que não há necessidade urgente desse tipo de ação e que a ligação das UTEs representaria um custo desnecessário”. O senador Flexa Ribeiro contestou, dizendo que “as medições de demanda de energia foram feitas num momento bem anterior, de recuo da economia”. “Hoje a economia da região já esta reaquecida, é outro momento e a população, o comércio e a indústria estão necessitando de mais energia para crescer e desenvolver”.

Mas os problemas são urgentes e a região não pode esperar. A classe empresarial reclama da baixa qualidade da energia na região, dificultando o crescimento econômico e a geração de empregos. De acordo com José Roberto Branco, presidente da Associação Comercial e Empresarial de Santarém (ACES), “todos os dias, no período entre 14h e 16h, acontece o ‘afundamento de tensão’, que resulta em frequentes danos a equipamentos no comércio local e também em clínicas de saúde”. Segundo Branco, “empresas já perderam equipamentos caríssimos, como tomógrafos e aparelhos de ar condicionado, por conta dessa falha”. Para o presidente da ACES, “a intervenção do governo do Estado é importante porque o governo tem a força para reunir todos os segmentos interessados na solução desse problema”.

A comitiva paraense cobrou do Ministério a imediata entrada em operação de UTEs (Usinas Termoelétricas) para suprir de forma emergencial a demanda da população local. As usinas funcionariam até a construção e operacionalização de uma segunda rede de transmissão composta por 436 km de linhas e uma subestação de 300 MVA de potência. Trata-se de uma linha exclusiva, garantindo, assim, maior oferta de energia. A linha atual sai de Tucuruí, passa por Altamira, Rurópolis e só depois chega a Santarém. Segundo informações da Celpa, o linhão Tramoeste está em fase de esgotamento há alguns anos.

Em abril deste ano, o Ministério de Minas e Energia realizou um leilão para a construção de um novo linhão que aumentará a oferta de energia em Santarém e nos municípios do oeste do Pará. A Equatorial Energia, uma holding que controla a Cemar, no Maranhão, e a Celpa, no Pará, e tem importante participação no capital da Termoelétrica Geranorte,  arrematou o lote 31 das Linhas de transmissão do Tramoeste. Com o leilão, a previsão é de melhorias para o fornecimento de energia em toda a região oeste e os empreendimentos terão prazo de 36 a 60 meses para entrar em operação.


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