Lúcio Flávio Pinto

Em fevereiro de 1955 uma “comissão de ‘arigós’” foi à redação do jornal Folha do Norte, o mais importante de então, “solicitar que fossemos intérpretes de um apelo às autoridades e à população paraense, no sentido de ser angariado fundo para que possam viajar em outro navio com destino a Santarém, onde irão trabalhar na agricultura”.

Esses imigrantes cearenses, transportados de Fortaleza para Belém no navio Campos Sales, do Lóide Brasileiro, estavam “sofrendo as maiores necessidades, juntamente com suas famílias, alguns deles doentes, sem recursos para adquirir medicamentos”.

Era uma rota de dor e sofrimento, ligando a seca nordestina à floresta tropical amazônica, com um ponto de parada em Belém.




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Última modificação em Quarta, 14 Fevereiro 2018 08:59