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A Associação Comercial e Empresarial de Santarém(ACES) reunirá um grupo de trabalho para ir ao Ministério de Minas e Energia solicitar o acionamento de usinas termoelétricas em Santarém, tendo em vista o aumento da demanda energética e o longo prazo para conclusão da segunda linha de transmissão, cujas obras terão início em março de 2018. Já existe um Usina Termelétrica de Energia(ETE) instada pela Celpa desde 2014, que entrou em operação em 2015, mas que está inoperante.

Este é o resultado da reunião que a diretoria executiva da ACES com o presidente da Celpa Equatorial, Nonato Araújo para tratar sobre as falhas na distribuição de energia no município. A concessionária alega que mesmo com todos os investimentos realizados pela Celpa Equatorial, nos últimos cinco anos, o problema de energia elétrica é recorrente na região, que a demanda precisará ser suprida através da geração de energia por usinas movidas a óleo diesel. 

O presidente da Celpa reconheceu os problemas estruturais existentes para as intensas quedas de energia e adiantou o planejamento, “Vamos acionar o Ministério de Minas e Energia, ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico) para que seja reativada a usina termoelétrica, além de ações específicas da Celpa”.

Neste segundo semestre do ano os afundamentos tem sido diários. A entidade que mantém um canal aberto para tratar sobre essas questões com a distribuidora vem cobrando ações emergenciais, pois os prejuízos crescem sem precedentes. “Reconhecemos a evolução do trabalho da Equatorial, porém não é o suficiente. Nossas agendas com o presidente Nonato são constantes e as cobranças de nossos associados são sempre colocadas em evidência”, complementou o presidente da ACES, Roberto Branco.

No encontro, o presidente da Celpa Equatorial pontuou os investimentos realizados desde 2012, quando ocorreu a recuperação judicial, somando R$ 3,5 bilhões, atendendo 2,5 milhões de clientes.

Nonato Araújo informou que o Operador Nacional de Sistemas ONS sinalizou que liberará o uso das térmicas a partir de setembro de 2018, porém a ACES e demais entidades farão novas articulações para adiantar esse período, uma vez que os afundamentos são constantes. “Não dá para esperar o próximo ano. O funcionamento das termoelétricas precisa ser imediato, embora não solucione 100% as falhas de energia, porém irá equilibrar a demanda”, finalizou Nonato.

Com informações de Kelyane Santos




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Última modificação em Segunda, 27 Novembro 2017 11:22