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Em entrevista à reportagem do portal OESTADONET, o delegado geral da Polícia Civil do Pará, Rilmar Firmino, afirmou que os recentes casos envolvendo mortes de civis por policiares militares estão sendo apurados com rigor e de forma isenta. Em Santarém, a Polícia Civil apura as responsabilidades da morte de um bandido por homens do Grupo Tático Operacional, quando ele já havia sido capturado.

  A versão oficial da Polícia Militar foi a de que o criminoso reagiu e a Polícia foi obrigada a atirar. De acordo com Firmino, a investigação e a perícia são separadas da Polícia Civil. "Não temos dificuldade em apurar, existem muitos confrontos no Brasil, porque a bandidagem perdeu o medo da Polícia. É diferente de grupos de extermínio. Nós prendemos há dois meses atrás 14 pessoas envolvidas, inclusive sete policiais militares envolvidos em matanças em Belém. O caso que ocorreu aqui está sendo investigado com rigor e daremos a resposta. Não temos dificuldades, nem medo de apurar quem quer seja, porque quando um agende público armado comete um crime é pior que o criminoso. Ele está usando o armamento do Estado e dinheiro do contribuinte", ressaltou Firmino.   Assassinatos de prefeitos   Os casos recentes de assassinatos de prefeitos nos municípios de Goianésia, Bréu Branco e Tucuruí, também estão sendo investigados pela Polícia Civil. Segundo Firmino, nos três casos, os suspeitos eram aliados dos prefeitos. Segundo investigações preliminares da PC as motivações são diversas: interesse financeiro em licitações fraudulentas, disputa partidária e jogo de vaidades.   "No caso específico de Breu Branco foi o presidente do partido que planejou e matou o prefeito. Era por interesse financeiro. Ele achava que o prefeito do partido dele não se elegendo ele ia se beneficiar das licitações, em especial, o transporte escolar. No caso de Goianésia, foi ingrediente político, o finado Zé Ernesto, que era vereador, queria ser prefeito e na pesquisa o Russo, o então prefeito, era apontado como primeiro colocado e seria reeleito. Planejou e executou a morte do prefeito. No caso de Tucuruí, pessoas no meio do prefeito, eram aliadas do prefeito, inclusive a mãe do vice-prefeito. No contexto geral, a gente vê que não é por ser prefeito que o cidadão vai ser morto, na verdade são alianças que se fazem, quando contrariam interesses do próprio", analisou o delegado geral.

 




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Última modificação em Quinta, 09 Novembro 2017 10:43