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Nesta terça-feira(3) completam três meses que o juiz criminal Alexandre Rizz, da Primeira Vara Penal de Santarém, decretou as prisões do médico Álvaro Cardoso Magalhães e de duas mulheres por supostos crimes de estupro de vulnerável e pedofilia. O processo tramita em segredo de justiça.

O Portal OESTADONET apurou que o processo está na fase de alegações finais, mas que perícias nas interceptações telefônicas e de dados ainda não foram concluídas.

Os advogados do médico se negam a revelar a estratégia de defesa. Na prisão, o médico divide a cela com o vereador Reginaldo Campos, preso na Operação Perfuga, há 57 dias.

A reportagem apurou que o médico escreveu algumas cartas a colegas e professores do curso de Medicina da UEPA. O teor das correspondências são semelhantes: aos colegas e aos seus professores Álvaro Magalhães pede desculpas pelo ocorrido, e garante que tudo “será esclarecido”.

Uma fonte ligada à família de Àlvaro informou que o médico altera momentos de depressão e euforia, tem crises constantes de choro, dorme pouco e não quer conversar com seu companheiro de cela.

A investigação

A investigação comandada pela delegada Adriene Pessoa, titular da Delgacia de Atendimento à Criança e Adolescente(DEACA) começou no final de maio. Ela contou com o apoio do Nucleo de Inteligência da Policia Civil. O médico foi preso por volta de 6h da manhã do dia 3 de julho, quando chegava em casa, no bairro da Esperança, após cumprir plantão no Hospital Municipal de Santarém, onde trabalhava.

Com base em informações confidenciais prestadas por pessoas próximas aos acusados, a polícia fez um monitoramento das atividades do médico e colheu indícios de que Álvaro, que é casado, se envolvia amorosamente com uma mulher, mãe da criança que teria sido molestada sexualmente. A segunda mulher é suspeita de agenciar menores, uma das quais, de cerca de 5 anos, que também teria sido vítima de estupro.

As duas mulheres, junto com o médico, continuam presas em celas do Quartel do Terceiro Batalhão de Polícia Militar são Darliane dos Santos, crime de pornografia infantil e Odete Ebertz, por estupro de vulnerável.

Durante a operação que resultou na prisão do médico, os policiais apreenderam HD de computador, notebook e celular do médico. Nesses equipamentos a policia teria encontrado imagens abundantes de órgão genital de meninas e textos de mensagens pelo aplicativo whats app trocadas pelos acusados, através das quais eram combinados encontros em um motel da cidade, para onde a criança também era levada pela mãe.




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