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A ossada da baleia Minke, que será exposta para visitação pública no Museu João Fona, em Santarém, tem mais destaque que 40 representantes da cultura do município, imortalizados como membros da Academia de Leras e Artes de Santarém (ALAS). Essa constatação pode ser notada por qualquer pessoa que visitar um dos prédios mais antigos da cidade, que já abrigou a cadeia pública e a Prefeitura Municipal.

Quando o artista plástico Laurimar Leal, um dos imortais da ALAS, era diretor do Centro Cultural João Fona, as reuniões da academia ocorriam no antigo salão do júri, que fica ao lado direito da entrada do prédio. Com a reforma do museu, houve a promessa de uma outra sala, menor, onde consta uma placa identificando o endereço.

Mas desde junho, essa sala foi ocupada pela ossada da baleia que morreu, em novembro de 2007, encalhada no rio Tapajós, às proximidades de Belterra, e agora está imortalizada e abrigada, enquanto que os imortais foram literalmente despejados.

A Academia, criada pela Lei Municipal número 17.847, de 2004, deveria receber apoio do poder público municipal para desenvolver suas atividades, mas sequer conta com um ambiente onde possa registrar seu endereço para fins de expedição e recebimento de correspondências.

A última reunião da ALAS foi realizada na ante sala do gabinete de despachos da prefeitura, dia 30 de junho, quando 19 membros da academia escoheram quaro imortais.

O esqueleto da baleia Minke foi repassado ao depósito da Ufopa no ano 2015, por conta reforma do Centro Cultura João Fona. Técnicos da universidade fizeram a montagem, tratamento químico e realocação das peças.

Acionada pelo portal OESTADONET, a assessoria de imprensa da secretaria de cultura informou que a abertura de visitação da balea Minke ainda não está definida, assim também como o local específico onde a ossada será exposta.




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